Monitoramento da Vida Silvestre

Do macuco ao lambari-da-sombra, passando pela onça-parda a vida silvestre da Área Particular de Preservação Ambiental São Francisco existe em todas as formas e tamanhos. O monitoramento é realizado visando promover a conservação das espécies ameaçadas de extinção através de diferentes métodos de pesquisa.

Monitoramento com armadilhas fotográficas
As armadilhas fotográficas revolucionaram a investigação da vida selvagem produzindo imagens de espécies raramente avistadas, em perigo de extinção, ou mesmo ainda desconhecidas. A armadilha fotográfica é uma câmera ativada à distância para fotografar animais em estado selvagem com a menor interferência humana possível. Trata-se de uma caixa estanque, normalmente camuflada, em cujo interior há uma máquina fotográfica ou outro sistema para armazenar imagens, atrelada a um facho de luz ou sensor de infravermelho capaz de detectar movimento e/ou calor, que se ativa quando animais passam à sua frente.

Monitoramento com armadilhas fotográficas

Telemetria
O termo telemetria refere-se às metodologias que utilizam o principio da rádio transmissão para quantificar fenômenos biológicos, à distância. A radiotelemetria é uma técnica onde se acopla um transmissor no animal a ser monitorado, que, através de um sistema eletrônico, emite sinais de rádio, os quais são captados por um receptor conectado a uma antena.
A técnica possibilita localizar e acompanhar o indivíduo, monitorar seus sinais vitais e fisiológicos, assim como os padrões de sua atividade à distância. Atualmente estão sendo monitorados na área protegida dois indivíduos de gato-maracajá (Leopardus wiedii).

Telemetria - Radiotelemetria com transmissor no animal


Torre de Pesquisa
A observação da vida silvestre é a prática de investigar uma área natural ou especificamente alguns de seus elementos da fauna e flora. Com a intenção de observar os felinos silvestres a olho nu e ter um contato direto com a fauna foi construído na Área Particular de Preservação Ambiental São Francisco um observatório, com uma torre de 7 metros de altura.
A estrutura, de material metálico, foi instalada no interior da floresta, a 800 metros de altitude. O novo espaço possibilita uma visão ampla da floresta e servirá para a localização de animais, bem como para a fiscalização.

Torre de pesquisa para observação da vida silvestre